Archive for novembro, 2011

26 de novembro de 2011

Terrorismo: uma visão brasileira

Os golpes sofridos pelas FARC nos últimos anos, podem causar seu dissolvimento antes mesmo que se tenha uma definição sobre como classificá-la: guerrilha política ou simplesmente grupo terrorista.

Esta é uma das causas de discórdia entre os governos da região e umas das principais críticas que o governo colombiano faz ao brasileiro, que pode vir a causar uma paralisação da UNASUL, órgão que se torna importante para as pretensões do país como centro de influência da América do Sul.

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19 de novembro de 2011

Fim de semana…

 O que lhe parece esta imagem?  Transformando o problema em solução, o que não mata fortalece, crie a sua frase… sendo engraçada ou trágica a imagem, eu achei de uma criatividade…

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19 de novembro de 2011

Série Desabafos: Desinformação

Ha um enxurrada de informações pela metade, em todos os assuntos que de uma forma ou de outra atingirão nossas vidas por longo tempo. Esta desinformação divulgada gera um único pensamento, um senso comum, péssimo para qualquer sociedade que se diga democrática.Exemplos dessa manipulação vêm de muito tempo, casos como o CFC vilão da destruição da camada de ozônio e muito depois inocentado. Hoje o gás carbônico produzido pelo homem responsável pelo aquecimento global, aceita como verdade pelo grande maioria, mas com muitas críticas na corrente cientifica. A hidrelétrica de Belo Monte defendida pelo governo com a bandeira da necessidade de energia, eque esta muito além de apenas uma discussão ecológica e sim de um modelo econômico de país que desejamos. A revolta de alguns estudantes da USP, taxados como defensores da maconha e filhinhos de papai, numa visão simplista de uma situação que não se limita a“não querer a polícia no campus”.

Não se trata de defender ou não certas ideias, e sim de termos todas os dados sobre, para que possamos decidir com mais liberdade.

O fato novo é a greve dos professores estaduais. A mídia e o CPERS mostram o movimento basicamente como uma luta pelo piso e mudança de avaliação. Mas o que afeta realmente a todos os gaúchos, e que deveríamos nos preocupar e discutir, é a mudança do ensino médio que ocorre já em 2012.

O que está para acontecer é o fim dos problemas com a educação, simplesmente TERMINANDO COM ELA. O ensino médio vai ter seu foco alterado para um simples treinamento para o mercado de trabalho. Vamos tirar da maior parte de nossos jovens a possibilidade e a ambição, de ser mais que simples mão de obra barata, mente de obra e mente de consumo, os transformaremos em alienados facilmente manipulados. Não sou contra o ensino técnico, mas que aconteça após uma educação de qualidade, esta sim deve ser buscada a todo o custo por uma sociedade consciente, antes que também fique extinta.

A mudança proposta não se sustenta em nenhuma conversa de alto nível, não pode ter saído do meio acadêmico ligado a educação, isto parece decisão tecnocrata, visando apenas o capital financeiro e não humano. Hoje o mercado de trabalho já recente de pessoas com formação integral, social e humana, formação que não se consegue em treinamento e sim com educação e , a longo prazo, o desmonte desta se mostrará um verdadeiro “tiro no pé”.

Esta transformação da educação em um produto de venda para atender o mercado de trabalho, uma visão utilitarista, é mais do que suficiente não apenas para uma greve de professores mas também de alunos, para uma reação forte da sociedade quanto à tentativa de manter privilégios, manter desigualdades, frutos claros destas mudanças.

Zeferino Garcia
17 de novembro de 2011

Série Desabafos: Educação ou treinamento?

Que sistema existe hoje nas escolas, os nossos centros “educacionais”? Que rotina os professores seguem para “educar” seus alunos? Em que momento a escola para e discute seus problemas para achar suas respostas? Onde se quer chegar?
O que diferencia educação de treinamento é apenas o objetivo. Para treinar baste repetir procedimentos padrões. Para educar é necessário permitir a possibilidade de errar, de tentar, de se expressar, de criar, de querer, de não querer, em fim, liberdade.
O que vemos como educação nas escolas, passa pelo princípio da não confrontação da autoridade do professor, do não ser crítico a isto, do dever saber o que o professor acha importante, do fazer da sua forma, do manter-se com atenção na aula, ou seja, todo o processo coloca o professor como balizador da verdade e centro do resultado esperado. Esta relação se mantem pelos princípios de punição e recompensa, padrões de treinamento.
Isto é observável nas provas aplicadas com fins de avaliação, e não como princípios de processos, no tratar as tentativas incompletas simplesmente como erro (o aluno como um ser binário), na preocupação com o vencimento de conteúdos e não com a sua construção, tudo isto mantido e incentivado por um sistema de ensino arcaico. Este sistema que mais parece uma “vanguarda da idade média” consegue transformar uma criança curiosa por natureza, num adolescente sem ânimo e criatividade, e um adulto que refletirá toda esta frustração em seus atos, um eterno ciclo vicioso.
Acredito que o mais notável é justamente a perda da curiosidade com o passar da idade, isto por si só, pela enorme importância que tem para a formação da criatividade e criticidade, é o mais do que o suficiente para parar e repensar tudo. Não se corrige problemas sem conversa e não se conversa por falta de tempo. O sistema não permite esta inter-relação entre professores com a regularidade que deveria, isto ocorre apenas eventualmente, separados por áreas ou níveis.
O fato de qualquer um, habilitado ou não, dar opinião sobre educação e escola, não ajuda em nada. É das poucas áreas onde todos acham normal, um direito, opiniões variadas. Um engenheiro aceita opinião de um leigo? Um médico? Um advogado? Está mais do que na hora de Professor virar sinônimo de profissional, e isto parte de impor limites a intromissão sobre assuntos que lhe digam respeito.
O exemplo mais visível da intromissão em assuntos da educação por quem não é da área, é a visível mistura de educação/treinamento. Esta confusão determos, auxiliada pela preocupação crescente no pais com a formação de mão de obra, com o mercado de trabalho, que é relevante, mas que tem a forma, o momento e local certo para que a enfrentamos. Isto não pode ser objetivo de educação básica, fundamental e média, nestes períodos da vida devemos trabalhar a educação, não treinamento,este capacita o funcionário, o outro o ser humano.
Não adianta disseminarmos cursos técnicos (treinamento) se não mudarmos a escola. Sem uma educação apropriada, o treinamento só gera mão de obra barata. O funcionário qualificado, participativo, criativo,consciente, que o mercado tanto sente falta, nunca virá de um treinamento por melhor que este seja.
Não se consegue corrigir todo um processo errado alterando os últimos dados, no máximo maquia-se. Valorizar do início para o fim e não o contrário é a única forma de elevarmos nossa sociedade aos padrões que todos buscamos.
Tem uma frase que acho elucidativa sobre o que fazemos hoje: passamos de um a um ano e meio ensinando nossos filhos a falar e andar, depois passarmos o resto da vida pedindo que se calem e fiquem parados.
Zeferino Garcia
12 de novembro de 2011

As sombras do humano – Luiz Felipe Pondé

Interessante análise sobre o ódio humano apresentado no programa Café Filosófico da TV Cultura. Este, com Luiz Felipe Pondé, é o primeiro de um total de quatro episódios que estão com o link disponibilizado abaixo:


As Sombras do humano from cpfl cultura on Vimeo.

2º – O Fundamentalismo Islâmico – Igor Gielow
Fundamentalismo-islamico

3º – O Ódio no Brasil – Leandro Karnal
O-odio-no-brasil-leandro-karnal

4º – A Europa e o ódio ao “outro” – Dante Claramonte Gallian
A-europa-e-o-odio

7 de novembro de 2011

Stephen Hawking: Capítulo 1 – Universo

Programa Discovery Channel: Curiosidade


Curiosity by Steven Hawking – legendado em português from Rui Batista on Vimeo.

3 de novembro de 2011

CLIPPING: A integração das tecnologias na educação

José Manuel Moran
Especialista em mudanças na educação presencial e a distância
Fonte: http://www.eca.usp.br/prof/moran/integracao.htm

As tecnologias evoluem em quatro direções fundamentais:
Do analógico para o digital (digitalização)
Do físico para o virtual (virtualização)
Do fixo para o móvel (mobilidade)
Do massivo para o individual (personalização)
(Carly Fiorina, ex-presidente da HPackard)

A digitalização permite registrar, editar, combinar, manipular toda e qualquer informação, por qualquer meio, em qualquer lugar, a qualquer tempo. A digitalização traz a multiplicação de possibilidades de escolha, de interação. A mobilidade e a virtualização nos libertam dos espaços e tempos rígidos, previsíveis, determinados.
 As tecnologias que num primeiro momento são utilizadas de forma separada – computador, celular, Internet, mp3, câmera digital – e caminham na direção da convergência, da integração, dos equipamentos multifuncionais que agregam valor.
 O computador continua, mas ligado à internet, à câmera digital, ao celular, ao mp3, principalmente nos pockets ou computadores de mão. O telefone celular é a tecnologia que atualmente mais agrega valor: é wireless (sem fio) e rapidamente incorporou o acesso à Internet, à foto digital, aos programas de comunicação (voz, TV), ao entretenimento (jogos, música-mp3) e outros serviços.
Estas tecnologias começam a afetar profundamente a educação. Esta sempre esteve e continua presa a lugares e tempos determinados: escola, salas de aula, calendário escolar, grade curricular.  
Há vinte anos, para aprender oficialmente, tínhamos que ir a uma escola. E hoje? Continuamos, na maioria das situações, indo ao mesmo lugar, obrigatoriamente, para aprender. Há mudanças, mas são pequenas, ínfimas, diante do peso da organização escolar como local e tempo fixos, programados, oficiais de aprendizagem.
As tecnologias chegaram na escola, mas estas sempre privilegiaram mais o controle a modernização da infra-estrutura e a gestão do que a mudança. Os programas de gestão administrativa estão mais desenvolvidos do que os voltados à aprendizagem. Há avanços na virtualização da aprendizagem, mas só conseguem arranhar superficialmente a estrutura pesada em que estão estruturados os vários níveis de ensino.
Apesar da resistência institucional, as pressões pelas mudanças são cada vez mais fortes. As empresas estão muito ativas na educação on-line e buscam nas universidades mais agilidade, flexibilização e rapidez na oferta de educação continuada. Os avanços na educação a distância com a LDB e a Internet estão sendo notáveis. A LDB legalizou a educação a distância  e a Internet lhe tirou o ar de isolamento, de atraso, de ensino de segunda classe. A interconectividade que a Internet e as redes desenvolveram nestes últimos anos está começando a revolucionar a forma de ensinar e aprender.
As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e temporalizado. Podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on e off line, juntos e separados. Como nos bancos, temos nossa agência (escola) que é nosso ponto de referência; só que agora não precisamos ir até lá o tempo todo para poder aprender.
As redes também estão provocando mudanças profundas na educação a distância. Antes a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muito auto-disciplina. Agora com as redes a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal.
A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.

 

Alguns problemas na integração das tecnologias na educação
A escola é uma instituição mais tradicional que inovadora. A cultura escolar tem resistido bravamente às mudanças. Os modelos de ensino focados no professor continuam predominando, apesar dos avanços teóricos em busca de mudanças do foco do ensino para o de aprendizagem. Tudo isto nos mostra que não será fácil mudar esta cultura escolar tradicional, que as inovações serão mais lentas, que muitas instituições reproduzirão no virtual o modelo centralizador no conteúdo e no professor do ensino presencial.
Com os processos convencionais de ensino e com a atual dispersão da atenção da vida urbana, fica muito difícil a autonomia, a organização pessoal, indispensáveis para os processos de aprendizagem à distância. O aluno desorganizado poderá deixar passar o tempo adequado para cada atividade, discussão, produção e poderá sentir dificuldade em acompanhar o ritmo de um curso. Isso atrapalhará sua motivação, sua própria aprendizagem e a do grupo, o que criará tensão ou indiferença. Alunos assim, aos poucos, poderão deixar de participar, de produzir e muitos terão dificuldade, à distância, de retomar a motivação, o entusiasmo pelo curso. No presencial, uma conversa dos colegas mais próximos ou do professor poderá ajudar a que queiram voltar a participar do curso. À distância será possível, mas não fácil.
Os alunos estão prontos para a multimídia, os professores, em geral, não. Os professores sentem cada vez mais claro o descompasso no domínio das tecnologias e, em geral, tentam segurar o máximo que podem, fazendo pequenas concessões, sem mudar o essencial. Creio que muitos professores têm medo de revelar sua dificuldade diante do aluno. Por isso e pelo hábito mantêm uma estrutura repressiva, controladora, repetidora. Os professores percebem que precisam mudar, mas não sabem bem como fazê-lo e não estão preparados para experimentar com segurança. Muitas instituições também exigem mudanças dos professores sem dar-lhes condições para que eles as efetuem. Freqüentemente algumas organizações introduzem computadores, conectam as escolas com a Internet e esperam que só isso melhore os problemas do ensino. Os administradores se frustram ao ver que tanto esforço e dinheiro empatados não se traduzem em mudanças significativas nas aulas e nas atitudes do corpo docente.
A maior parte dos cursos presenciais e on-line continua focada no conteúdo, focada na informação, no professor, no aluno individualmente e na interação com o professor/tutor. Convém que os cursos hoje – principalmente os de formação – sejam focados na construção do conhecimento e na interação; no equilíbrio entre o individual e o grupal, entre conteúdo e interação (aprendizagem cooperativa), um conteúdo em parte preparado e em parte construído ao longo do curso.
É difícil manter a motivação no presencial e muito mais no virtual, se não envolvermos os alunos em processos participativos, afetivos, que inspirem confiança. Os cursos que se limitam à transmissão de informação, de conteúdo, mesmo que estejam brilhantemente produzidos, correm o risco da desmotivação a longo prazo e, principalmente, de que a aprendizagem seja só teórica, insuficiente para dar conta da relação teoria/prática. Em sala de aula, se estivermos atentos, podemos mais facilmente obter feedback dos problemas que acontecem e procurar dialogar ou encontrar novas estratégias pedagógicas. No virtual, o aluno está mais distante, normalmente só acessível por e-mail, que é frio, não imediato, ou por um telefonema eventual, que embora seja mais direto, num curso à distância encarece o custo final.
Mesmo com tecnologias de ponta, ainda temos grandes dificuldades no gerenciamento emocional, tanto no pessoal como no organizacional, o que dificulta o aprendizado rápido. As mudanças na educação dependem, mais do que das novas tecnologias, de termos educadores, gestores e alunos maduros intelectual, emocional e eticamente; pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar; pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque dele saímos enriquecidos. São poucos os educadores que integram teoria e prática e que aproximam o pensar do viver.

Os educadores marcantes atraem não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal. Transmitem bondade e competência, tanto no plano pessoal, familiar como no social, dentro e fora da aula, no presencial ou no virtual. Há sempre algo surpreendente, diferente no que dizem, nas relações que estabelecem, na sua forma de olhar, na forma de comunicar-se, de agir. E eles, numa sociedade cada vez mais complexa e virtual, se tornarão referências necessárias.

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2 de novembro de 2011

Marcin Jakubowski: Projetos de código aberto para a civilização

Usando wikis e ferramentas digitais de fabricação, o TED Fellow Marcin Jakubowski está criando projetos de código aberto para 50 máquinas agrícolas, permitindo que qualquer pessoa construa do zero seu próprio trator ou ceifadeira. E este é só o primeiro passo em um projeto que pretende escrever um conjunto de instruções para uma vila totalmente auto sustentável

Este vídeo é um exemplo do uso de ferramentas multimídias para a construção e difusão de conhecimento.

2 de novembro de 2011

Daniel Tammet: Diferentes formas de saber

Daniel Tammet é um Savant britânico,  tem sinestesia linguística, numérica e visual, o que significa que a sua percepção das palavras, números e cores está entrelaçada em uma nova forma de apreender e compreender o mundo. O autor de “Nascido num Dia Azul”, Tammet partilha sua arte e sua paixão por línguas neste vislumbre da sua mente maravilhosa.

A Síndrome de Savant é considerada um distúrbio psíquico com o qual a pessoa possui uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência. As habilidades savants são sempre ligadas a uma memória extraordinária, porém com pouca compreensão do que está sendo descrito. O que torna Tammet único entre os Savants é que ele consegue explicar para os cientistas o que se passa em sua mente.

2 de novembro de 2011

CLIPPING: Entrevista General Wesley Clark

Democracy now é um programa diário de notícias de TV/rádio, apresentado por Amy Goodman e Juan Gonzales, distribuído em mais de 900 estações sendo pioneiro na maior comunidade de colaboração de mídia dos Estados Unidos.

Nessa entrevista de 02 de março de 2007, o General Wesley Clark, aposentado e 4 estrelas do Exercito americano e Comandante Supremo Aliado da OTAN durante a guerra do Kosovo, relata um encontro com militares do Pentágono e a conversa que se estabeleceu a respeito da guerra no Oriente Médio.