Archive for março, 2015

30 de março de 2015

Arábia Saudita versus Irã

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O fantasma do crescente xiita está de volta. À medida que se aproxima a possibilidade de um acordo nuclear com o Irã, dirigentes e analistas árabes (sunitas), especialmente entre as monarquias da península Arábica, mostram um crescente nervosismo pelo que consideram uma expansão iraniana na região. A presença de seus assessores no Iraque e na Síria, a consolidação de seu aliado Hezbollah no Líbano, e inclusive a recente ascensão Huthi no Iêmen são percebidas como parte de um plano do arqui-inimigo xiita. Embora alguns temores pareçam exagerados, há consenso que o Oriente Médio está vivendo uma mudança de equilíbrios.

“O Irã se expandiu pela região devido aos erros dos Estados Unidos desde sua invasão do Iraque. Foi capaz de penetrar nesse país, na Síria, Líbano e inclusive até no Iêmen, e agora está tirando partido do possível pacto nuclear”,

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25 de março de 2015

Meteoro na Austrália

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Cientistas australianos descobriram o que dizem ser a maior área de impacto de asteroide já encontrada.

A área tem 400 quilômetros de largura, está enterrada na crosta terrestre e deixou duas marcas distintas. A equipe responsável pela descoberta, da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês), diz que o asteroide se partiu em dois pedaços pouco antes de acertar a Terra, com cada fragmento medindo mais de dez quilômetros.

Os cientistas acreditam que o impacto ocorreu há pelo menos 300 milhões de anos na região central da Austrália.
A cratera já desapareceu há muito tempo da superfície, mas os cientistas conseguiram encontrar,

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16 de março de 2015

Protestos do dia 15

Mídia internacional vê ‘classe média branca’ por trás de protestos anti-Dilma.

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Os grandes protestos contra o governo realizados neste domingo em várias partes do Brasil ganharam destaque na imprensa estrangeira nesta segunda-feira. Muitos jornais enxergaram um “protagonismo da classe média branca” nas manifestações.

“Centenas de milhares de brasileiros predominantemente brancos e de classe média tomaram as ruas ontem” para pedir o impeachment da presidente e, alguns, um golpe militar, publicou o britânico The Guardian.

Já o espanhol El País noticiou, na capa do periódico, que “os protagonistas das marchas pertencem às classes médias mais educadas”. Foram, segundo o jornal, “médicos, professores, advogados e estudantes bem preparados e informados”.

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14 de março de 2015

Os perigos do esquecimento

Reproduzido do Correio Popular (Campinas, SP), 13/3/2015 – via Observatório da Imprensa.

Fardo que nem todos carregam com a mesma facilidade, o tempo é difícil de gerir. Passado desconhecido e um futuro vago, marcado por profecias exageradamente promissoras. Acostumado a ser eternamente jovem, com a memória zerada, o país enterrou nos arquivos os acontecimentos de cinquenta ou cinquenta e um anos atrás. Mesmo três décadas constituem um intervalo de tempo excessivo. Especialmente numa sociedade avessa às angústias e desatenta às tragédias que rondam nas esquinas.

A sexta-feira 13 de março, além de aziaga para os supersticiosos e os tementes das bruxas, nos remete ao calendário de 1964 quando o governo Jango Goulart, empolgado pelo espírito do “manda brasa, presidente”, organizou um comício-monstro em frente à gare da Central do Brasil, no Rio, para anunciar as primeiras reformas de base, por decreto, na marra. Os endiabrados Idos de Março dramatizados por Shakespeare em Júlio César estavam soltos. Dezoito dias depois, a quartelada e a sangrenta ditadura.

Exatos 21 anos depois, marcada para 15 de março de 1985, foi suspensa a posse de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil depois de cinco generais e uma junta militar. Novamente em cena, os Idos de Março não queriam festas: uma cirurgia de emergência e depois a impiedosa morte impuseram a posse do vice, José Sarney. Começava a Nova República consagrada em seguida pela Constituição Cidadã de 1988.

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2 de março de 2015

O carrasco do Estado Islâmico

O carrasco do grupo autodeclarado “Estado Islâmico” (EI), conhecido como “John Jihadista” é um homem frio, calado e solitário, que não se mistura com os outros combatentes, segundo um desertor da milícia.

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A BBC conversou com um dos militantes do EI que conheceu Mohammed Emwazi logo que ele chegou na Síria, há cerca de dois anos. Diferente de outros britânicos, Emwazi não se incomodava em aparecer nos vídeos do Estado Islâmico, segundo o desertor. Ele se tornou um dos homens mais procurados das autoridades do Ocidente.

Emwazi é um cidadão britânico nascido no Kuwait, que morava no oeste de Londres. Ele foi escolhido pelo grupo extremista para decapitar reféns em vídeos da organização. Abu Ayman, como o desertor escolheu ser chamado, é um homem magro com pouco mais de 20 anos, de sorriso fácil.

Quando os dois se encontraram, ambos eram combatentes comuns do “Estado Islâmico”, que lutavam contra o regime sírio. 

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2 de março de 2015

O dinheiro da China na América Latina

A América Latina recebe mais dinheiro da China que do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento juntos, segundo a Base de dados Financeiros da China e da América Latina. Somente em 2014, o país asiático emprestou à região 22 bilhões de dólares (63 bilhões de reais) – 71% a mais que no ano anterior. Isso eleva para 119 bilhões o total da dívida desde 2005. Os principais mutuários são Venezuela, Brasil, Argentina e Equador.

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Os bancos chineses têm a possibilidade de financiar empresas ou países aos quais as entidades ocidentais não têm acesso. Ao estabelecer acordos apoiados em um intercâmbio de serviços e produtos, e não só de dinheiro, podem cobrar juros mais baixos e, portanto, atuar em regiões mais pobres ou com economias mais instáveis.Em 2010, China emprestou 10 bilhões de dólares à Argentina a juros vários pontos abaixo do mercado, para que o país construísse uma rede ferroviária. As empresas encarregadas do projeto eram, no entanto, sociedades do país asiático, por isso o receptor último do dinheiro era a própria a China. Foi essa garantia que permitiu ao país oriental fixar condições tão competitivas.

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