Archive for ‘Economia’

19 de agosto de 2017

Prof. Antonio David Cattani

Economista, professor e um dos mais respeitados pesquisadores sobre a concentração de riqueza no mundo, Antonio David Cattani está lançando um novo livro. Em Ricos, podres de rico (Tomo Editorial, 64 páginas), disseca de forma didática e acessível – “sem economês”, salienta – como o aumento da riqueza nas mãos de poucas empresas ou pessoas é um risco à democracia, além de uma ameaça ao próprio capitalismo. “A crise de 1929 foi provocada pelo mesmo fenômeno que estamos observando agora. Em um, dois anos, vamos ultrapassar aquele patamar de concentração. É a crônica de um desastre anunciado”, diz nesta entrevista ao Extra Classe.

Extra Classe – O senhor estuda a concentração de riqueza nas mãos de poucas pessoas há pelo menos dez anos. A que conclusões chegou nesse período?

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10 de agosto de 2017

E se taxar dividendos?

Reprodução de parte do artigo da professora do Departamento de Economia da FEA-USP, Laura Carvalho, publicado na Folha de São Paulo.

Segundo os dados de 2015 da Receita Federal, os brasileiros com renda média mensal de R$ 135 mil —que representam 0,1% dos declarantes— pagaram alíquota efetiva de IRPF de apenas 9,1%.

Ainda no topo da pirâmide, o 0,9% dos declarantes com renda média mensal de R$ 34 mil pagou 12,4% de alíquota efetiva. Ou seja, a alíquota máxima de 27,5%, que incide sobre rendas superiores a R$ 4.664, não se aplica a boa parte dos rendimentos dos mais ricos.

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8 de agosto de 2017

A privatização nos EUA

Entrevista da repórter Heloisa Villela, baseada nos Estados Unidos.

Discutir a privatização de serviços públicos é meter a mão em vespeiro.

A professora Mildred Warner, da Universidade de Cornell, não foge da polêmica. Com mestrado e doutorado em planejamento urbano, ela se especializou em privatização nos anos 90 — pelo caminho mais improvável.

Heloisa – Os serviços públicos, uma vez privatizados, são mais eficientes e mais baratos?

Mildred – Essa afirmação é categoricamente uma inverdade. Existe uma crença forte, há quarenta anos, de que o setor privado deve ser mais barato do que o público.

E já foram feitas muitas experiências com privatização dos serviços públicos.

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2 de agosto de 2017

Um conto chinês

Por Luiz Belluzzo e Rodrigo Sabbatini Homenagem a Ricardo Darin e ao cinema argentino

O grupo chinês AKCOMER foi umas das empresas visitadas por uma delegação de professores e alunos brasileir\nos em julho deste ano. Fundada em 2006, a empresa é uma das maiores produtoras de painéis fotovoltaicos da China. Surgiu de uma joint venture entre a gigante japonesa Sumitomo e o gerente de uma pequena empresa chinesa de esquadrias de alumínio.

Zou Chenghui, o executivo, era dotado de vigoroso espírito empreendedor: diante da relutância de seu antigo contratante em aceitar o acordo proposto pela Sumitomo, o gerente visionário encampou o negócio financiado a crédito barato dos bancos estatais chineses.

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22 de dezembro de 2016

Previdência: a natureza do sistema de repartição

Um bom texto para auxiliar no debate sobre a reforma da previdência que se avizinha. Uma análise que tira o debate da idéia rasteira, onde se justifica as mudanças com um simples cálculo matemático, e o coloca num patamar mais adequado! Artigo do Economista e Professor Carlos Pinkusfel Bastos, da UFRJ, publicado originalmente no site Brasil Debate.

A questão da previdência pública e a natureza do sistema de repartição

Uma vez compreendido que a previdência é um sistema de contribuição e transferência em dado período de tempo, e não um sistema de seguro intertemporal, revelam-se a possível natureza redistributiva que envolve seu debate e os ataques que sofre por setores da sociedade

A questão da previdência entrou definitivamente no centro do debate político e econômico como um elemento importante da agenda de reformas conservadoras. Tal discussão oscila entre debates contábeis, ideológicos e até demográficos. Sem diminuir a importância de tais questões, é curioso notar que, ao se tratar de um tema eminentemente econômico, o que menos se observa é, exatamente, o aprofundamento do debate, e confronto de ideias, segundo abordagens teóricas distintas.

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9 de dezembro de 2016

A nova aposentadoria

Texto do professor Fernando Nogueira da Costa, da Unicamp. A reforma proposta pelo governo não eleito e sem legitimidade política na Previdência Social fará o brasileiro trabalhar mais tempo para, em muitos casos, receber uma aposentadoria menor do que a assegurada pelas regras em vigor, se a ala golpista do Congresso aprovar as mudanças. Só não fará isso se houver imensa pressão social contra esses congressistas oportunistas.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), apresentada no dia 6 de dezembro de 2016, define idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição como condições para a aposentadoria de todos os trabalhadores, homens ou mulheres, incluindo funcionários públicos.

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1 de junho de 2016

Quão ricos devem ser os ricos?

PaulKrugman_xArtigo de Paul Krugman para o New York Times (“Será necessária uma desigualdade tão grande?”). Esta não é uma pergunta à toa. Pode-se dizer que a política norte-americana substancialmente gira em torno deste tema. Os liberais querem aumentar os impostos sobre as rendas mais altas e usar o arrecadado para fortalecer a rede de segurança social; os conservadores querem fazer o contrário, alegando que as políticas que taxam os ricos prejudicam todo mundo, pois reduzem os incentivos para se gerar riqueza.

A experiência recente não tem sido boa para a posição conservadora. O presidente Barack Obama promoveu um aumento substancial das taxas de imposto para os mais ricos e sua reforma da saúde foi a maior expansão do Estado de bem-estar social desde LBJ [Lyndon Baines Johnson, ex-presidente dos EUA].

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9 de abril de 2016

Os ricos e os impostos

Artigo publicado na BBC Mundo por Marcelo Justo, com o titulo “Por que os ricos da América Latina estão entre os que menos pagam impostos no mundo.”

Ricos
O escândalo dos Panama Papers – o vazamento de mais de 11 milhões de documentos da firma panamenha Mossack Fonseca – fez mais do que tirar do anonimato atividades, legais e ilegais, de pessoas e empresas que mantêm contas em paraísos fiscais.

A exposição das manobras dos ricos e poderosos de todo o mundo para ocultar seu dinheiro e, em muitos casos, evadir impostos reacende o debate sobre a proporção entre as contribuições fiscais de pessoas em situação econômica mais privilegiada e o tamanho de sua fortuna.

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4 de abril de 2016

Os 28 bancos donos do mundo

Cidades_bancos
Qual a força dos 28 bancos que dominam as finanças do planeta?
 A crise mundial de 2008 mudou em quase nada quem são os detentores do poder financeiro global. Quase oito anos depois e em meio a sinais de uma estagnação global, o sistema financeiro do planeta segue dominado por 28 grandes bancos internacionais, chamados por alguns de seus críticos mais ferrenhos de a “hidra”.

“Os Estados são reféns desta hidra bancária e são disciplinados por ela. A crise prova esse poder”, afirma François Morin, autor do livro A Hidra Mundial, o Oligopólio Bancário, professor emérito da Universidade de Toulouse e membro do conselho do Banco Central francês.

“Os grandes bancos detinham os produtos tóxicos responsáveis pela crise, mas, em vez de reestruturá-los, os Estados acabaram assumindo suas obrigações – e a dívida privada se transformou em dívida pública.”

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4 de abril de 2016

O sistema social na França

A autora deste artigo (publicado no DCM sob o título “Como é o sistema de inserção social na França. Por Mônica Cossalter, de Paris”), Mônica Cossalter, foi bolsista do PRO-UNI do Mackenzie, instituição assustada com as altas performances dos PROUNISTAS. Formou-se em Letras com a nota máxima e fez mestrado na mesma instituição. Hoje é professora-doutura em uma universidade francesa, tradutora e escritora.

Mônica Cossalter

Mônica Cossalter

O Brasil é um país de quase 200.000.000 de cidadãos, palavra que, segundo qualquer bom dicionário significa, “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado livre”.

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