Archive for ‘Sociologia’

10 de janeiro de 2017

Entrevista com Bauman em 2011

Com Zygmunt Bauman se apaga uma das vozes mais críticas da sociedade contemporânea, individualista e desumana, que definiu como a “modernidade líquida”, aquela em que nada mais é sólido. Não é sólido o Estado-nação, nem a família, nem o emprego, nem o compromisso com a comunidade. E hoje “nossos acordos são temporários, passageiros, válidos apenas até novo aviso”. Essa voz soou lúcida até o fim de seus 91 anos. Escrevia um, dois ou até três livros por ano, sozinho ou com outros pensadores, dava palestras e respondia aos jornalistas em entrevistas em que era preciso escolher muito bem as perguntas, porque as respostas se estendiam por vários minutos, como em uma sucessão de breves discursos. Esses sim, muito sólidos. (El País)

A seguir uma entrevista de Bauman dada a CPFL cultura, em sua casa, na cidade de Leeds, Inglaterra, no dia 23 de julho de 2011.

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5 de janeiro de 2017

Cinema: entrevista de Ken Loach

Entrevista feita ao El País. O filme Eu, Daniel Blake, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas do Brasil, é a história de um homem bom abandonado por um sistema mau. Um trabalhador honrado sofre um ataque do coração que o condena ao repouso.


Sem renda, solicita apoio do Estado e se vê enroscado em uma cruel espiral burocrática. Esperas absurdas ao telefone, entrevistas humilhantes, formulários estúpidos, funcionários desprovidos de empatia por causa do sistema. Kafka nos anos de austeridade. Nessa espiral desumanizadora Daniel encontra Katie, mãe solteira de dois filhos, obrigada a se mudar para Newcastle porque o sistema diz que não há lugar para alojá-los em Londres, uma cidade com 10.000 moradias vazias.

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9 de dezembro de 2016

A nova aposentadoria

Texto do professor Fernando Nogueira da Costa, da Unicamp. A reforma proposta pelo governo não eleito e sem legitimidade política na Previdência Social fará o brasileiro trabalhar mais tempo para, em muitos casos, receber uma aposentadoria menor do que a assegurada pelas regras em vigor, se a ala golpista do Congresso aprovar as mudanças. Só não fará isso se houver imensa pressão social contra esses congressistas oportunistas.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), apresentada no dia 6 de dezembro de 2016, define idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição como condições para a aposentadoria de todos os trabalhadores, homens ou mulheres, incluindo funcionários públicos.

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20 de setembro de 2016

Discurso Sobre a Servidão Voluntária

etiennePublico aqui o texto (em formato livro) de Etienne de La Boétie que morreu aos 33 anos de idade, em 1563. Deixou sonetos, traduções de Xenofonte e Plutarco e o Discurso Sobre a Servidão Voluntária, o primeiro e um dos mais vibrantes hinos à liberdade dentre os que já se escreveram.

Toda a sua obra ficou como legado ao filósofo Montaigne (1533 – 1592), seu amigo pessoal que, diante de uma primeira publicação – pirata – do Discurso em 1571, viu-se obrigado a se pronunciar a respeito da Obra, que procura minimizar em seus efeitos apodando-lhe o epíteto de “obra de infância” e “mero exercício intelectual”. Montaigne, com todo o seu inegável brilho intelectual, era um Homem do Estado e disso não escapava.

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11 de abril de 2016

Documentário: Ocupação das escola

Fonte original DCM. “Razões nós temos. Nós não somos rebeldes sem causa!” Essa é uma das reflexões feitas pelos jovens secundaristas que ocuparam as escolas públicas estaduais da cidade de São Paulo, no final de 2015, em resistência à autoritária reorganização escolar imposta por Geraldo Alckmin.

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Dezenas de moças e rapazes nas escolas e centenas deles nas ruas enfrentaram com galhardia uma secretaria de educação inflexível e uma força policial violenta durante 26 dias heroicos, iniciados em 06 de outubro de 2015.

O processo foi registrado pelo cineasta argentino Carlos Pronzato e resultou no documentário “Acabou a paz, isso aqui vai virar o Chile”, disponível online.

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4 de abril de 2016

O sistema social na França

A autora deste artigo (publicado no DCM sob o título “Como é o sistema de inserção social na França. Por Mônica Cossalter, de Paris”), Mônica Cossalter, foi bolsista do PRO-UNI do Mackenzie, instituição assustada com as altas performances dos PROUNISTAS. Formou-se em Letras com a nota máxima e fez mestrado na mesma instituição. Hoje é professora-doutura em uma universidade francesa, tradutora e escritora.

Mônica Cossalter

Mônica Cossalter

O Brasil é um país de quase 200.000.000 de cidadãos, palavra que, segundo qualquer bom dicionário significa, “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado livre”.

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1 de fevereiro de 2016

Crianças somem na Europa

Como 10 mil criancas imigrantes ‘sumiram’ sem deixar rastro na Europa. Cerca de 26 mil crianças imigrantes chegaram à Europa no ano passado desacompanhadas.

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Mais de 10 mil crianças imigrantes podem ter desaparecido depois de chegar na Europa apenas nos últimos dois anos, segundo a unidade de inteligência da polícia da União Europeia.

A Europol disse que as milhares de crianças desapareceram depois de serem registradas por autoridades.
A polícia do bloco europeu ainda alertou que crianças e jovens podem estar sendo explorados sexualmente e usados em trabalho escravo por gangues de criminosos. Esta foi a primeira vez que a Europol forneceu uma estimativa de quantas crianças imigrantes podem estar desaparecidas em todo o bloco europeu.

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22 de dezembro de 2015

Como o brasileiro se define

Uma pesquisa inédita de opinião pública confirmou o que a história e o senso comum já sugeriam: o brasileiro despreza a América Latina, mas ao mesmo tempo se vê como líder nato da região.

amlatinaApenas 4% dos brasileiros se definem como latino-americanos, ante uma média de 43% em outros seis países latinos (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru).

E mais: quem mora no Brasil avalia que o país seria o melhor representante da América Latina no Conselho de Segurança da ONU, mas não quer livre trânsito de latinos por suas fronteiras nem priorizar a região na política externa.

Os resultados estão na edição 2014/2015 do projeto The Americas and the World: Public Opinion and Foreign Policy (As Américas e o Mundo: Opinião Pública e Política Externa), coordenado pelo Centro de Investigação e Docência

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13 de novembro de 2015

Mapas do Rio ilustram a segregação

Um estudo feito pelo estudante de geografia Hugo Nicolau Barbosa de Gusmão, publicado em seu blog Desigualdades Espaciais, procura demonstrar com gráficos a desigualdade da distribuição espacial na cidade do Rio de Janeiro. Possivelmente uma realidade comum as demais cidades brasilieras e com certeza um ótimo assunto para debates. A baixo reportagem publicada no site da BBC Brasil.

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Um estudante de Geografia da USP tem chamado a atenção de internautas, jornalistas estrangeiros e professores de universidades brasileiras pelos mapas que criou mostrando a distribuição racial da população de capitais brasileiras – e que, no caso do Rio de Janeiro, por exemplo, ilustram o quadro de segregação social da cidade.

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26 de outubro de 2015

Contos de Kolima – Varlam Shalamov

chalamov-220x351-custom(Post Republicado) Procurei o livro de Varlam Shalamov para ler em português e  não o encontrei, existe apenas uma versão editada em Portugal pela Relógio d’Água mas já esgotada.  Por este motivo fiz este post, a partir de pesquisa pela internet,   esperando que seja útil para outros interessados em conhecer um pouco de um dos maiores escritores russos.

Varlam Shalamov foi um poeta, jornalista e novelista russo, nasceu na cidade de Vologda em 1907, filho de um sacerdote ortodoxo. Foi preso pela primeira vez em 1929, quando tinha apenas 22 anos e ainda era um estudante de direito na Universidade de Moscovo. Foi condenado a três anos de trabalhos forçados em Solovki, uma ilha do Mar Branco que havia sido transformada de mosteiro ortodoxo em campo de concentração soviético.
Em 1937 foi preso novamente e condenado a cinco anos de campo de concentração em Kolima, no Nordeste da Sibéria.

Shalamov foi libertado de Kolima em 1951, mas proibido de deixar a região. Em 1953 teve permissão de deixar a Sibéria, mas impedido de viver numa cidade grande. Voltou a Moscou em 1956 para descobrir que a esposa o havia deixado e a filha o havia rejeitado.

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