Posts tagged ‘Educação’

19 de setembro de 2017

O intolerável é só a intolerância

Texto de NILSON LAGE, jornalista, nascido em 1936, mestre em Comunicação, doutor em Linguística e Filologia. Foi professor adjunto da UFRJ e aposentou-se em 2006 como professor titular do Departamento de Jornalismo da UFSC, após 50 anos de atividade profissional.

Nasci em uma nação formada por três raças tristes às vezes, como agora; de outras vezes, alegres.

Amei negras e índias, menos brancas; nenhuma asiática por falta de oportunidade. O melhor amigo que tive, a quem devo carinho de irmão, é judeu. Estudei russo, embora tenha esquecido a língua; também inglês, francês, espanhol, latim, grego… Salivo com todas as culinárias e culturas humanas, até as que não conheço.

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19 de setembro de 2017

Arte, Cultura e censura

Texto de JOAQUIM ONÉSIMO BARBOSA, professor paraense, doutorando em Sociedade e Cultura na Amazônia na Universidade Federal do Amazonas.

A polêmica que levou ao fechamento da mostra de arte “Queermuseu” no espaço do Santander Cultural mostra que os poucos que entendem – verdadeiramente – de arte têm voz fina diante de um amontoado de vozes berrantes que nada entendem do que acham que pode ser arte e pode ser mostrado. E, na guerra de vozes, vence o que grita mais ou o que pode encher plataformas de robôs para inflar com censura quando lhe falta bons argumentos.

Dizem que a censura se deu por conta do estardalhaço do MBL e de movimentos de fanáticos religiosos – e se foi, eles devem estar achando que venceram – quando na verdade venceram a nossa ignorância e a nossa hipocrisia; perderam a arte e o bom senso.

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7 de janeiro de 2017

Adorno: Educação após Auschwitz

Educação após Auschwitz foi uma palestra transmitida na rádio de Hessen, em 18 de abril de 1965, publicada em Zum Bildungsbegriff der Gegenwart, em Frankfurt, no ano de 1967. Filósofo da Escola de Frankfurt, adepto da Teoria Crítica, traz-nos em Educação após Auschwitz a questão da barbárie humana. O próprio nome do texto faz referencia direta ao principal campo de concentração da Alemanha Nazista. A preocupação exposta no texto por Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno, com as devidas resalvas históricas, parece encaixar perfeitamente no momento atual, tanto do país quanto do mundo 

EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ

A exigência que Auschwitz não se repita é a primeira de todas para a educação. De tal modo ela precede quaisquer outras que creio não ser possível nem necessário justificá-la. Não consigo entender como até hoje mereceu tão pouca atenção. Justificá-la teria algo de monstruoso em vista de toda monstruosidade ocorrida.

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6 de novembro de 2016

ENEM 2016

Gabarito da prova de Humanas. A ordem das respostas estão de acordo com a prova Branca. 

1-D.  2-C.  3-E.  4-C.  5-B.  6-A.  7-A.

8-A.  9-D.  10-C.  11-B.  12-B.  13-E. 

14-C.  15-A.  16-E.   17-D.   18-C.  19-E

20-D.  21-D.   22-A.  23-C.  24-C.  25-B

26-D.  27-D.  28-A.  29-C.  30-E.  31-D

32-D.  33-B.  34-A.  35-D.  36-B.  37-C

38-A.  39-D.  40-E.  41-C.  42-B.  43-C

44-E.  45-E

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19 de maio de 2016

Escolas ocupadas

eensa2A base de toda a educação está no propósito de permitir o pleno desenvolvimento do aluno como cidadão, na amplitude que a palavra representa, pessoas conscientes, críticas e participativas da vida em sociedade. Isto lê-se, com pequenas diferenças semânticas, nos Projetos Político Pedagógicos das escolas do Brasil.

Neste momento vemos a prática deste exercício de cidadania nas ocupações de escolas por alunos em grande parte do Brasil, lutando principalmente por melhores condições de estudo e contra projetos de terceirização de escolas, já programados em alguns estados como Goiás e na espera de momento político propício em estados como o Rio Grande do Sul.

Este movimento estudantil, que começou em São Paulo inspirado nos movimentos dos estudantes chilenos e que chegou com força no estado Gaúcho,

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28 de dezembro de 2015

Ninguem tira o trono do estudar

Uma ótima resposta de Chico Burque e artistas a Alckmin e, pegando uma carona, serve como uma luva ao Governador Sartori.

22 de novembro de 2015

A Educação e o GOLPE

Regime Militar deu golpe na educação do Brasil. Nos 50 anos da tomada de poder pela Ditadura, professores avaliam os prejuízos para o ensino.

golpe
Na noite do dia 31 de março de 1964, o regime político vigente no Brasil sofreu um golpe. Mas o País seria golpeado muitas vezes até 1985. Para permanecer no poder, os militares prendiam, torturavam e manipulavam. A censura aos meios de comunicação limitou o acesso à informação dos brasileiros e também foi aplicada nas escolas, causando prejuízos com reflexos até hoje.

Enquanto nos porões da ditadura, os que se opunham ao governo eram até mesmo mortos, na superfície, a tentativa era mostrar que o Brasil estaria vivendo um milagre econômico. A campanha ufanista da época encorajava a população a acreditar que vivia em um país do futuro, sem saber detalhes da repressão, ou de dados que desfavorecessem o regime.

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27 de setembro de 2015

Aula pública

Cidadania grátis em Cochabamba na Bolivia: na praça que foi palco da “guerra da água”, professor dá aulas de história e política.

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Na praça 14 de Setembro, no Centro de Cochabamba, pedestres param para ler as notícias do dia nas páginas do jornal afixadas em um painel. Na sua parte superior lê-se: “Você está na praça da guerra da água, o lugar mais importante de Cochabamba, onde se informa, se capacita, se debate, e é o bastião do processo de mudança”. Desde a luta travada pela população, em 2000, contra a privatização da água, quando milhares de bolivianos chegaram a ocupar a praça e arredores por 12 dias, o painel integra o cenário. Quem o atualiza é Ramiro Saravia, coordenador do Red Tinku, grupo de apenas oito integrantes dedicado à formação política de base. “Para mim, a guerra da água foi uma escola”, diz o sociólogo de 35 anos, filho de operários.

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1 de maio de 2015

Brasil: professores mal pagos

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O Brasil é o lanterninha em um ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos.

O ranking é de setembro do ano passado, mas volta à tona no momento em que o governo paranaense aprova uma redução nos benefícios previdenciários dos professores do Estado.

A votação da lei elevou as tensões e levou a um tumulto no qual pelo menos 170 pessoas ficaram feridas após a repressão policial de um protesto de professores em Curitiba. Os professores paranaenses estão em greve desde sábado (25 de abril).

Em São Paulo, professores da rede estadual estão em greve desde 13 de março, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

O estudo internacional foi elaborado pela consultoria Gems Education Solutions usando dados dos mais de 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e alguns emergentes, como o Brasil.

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5 de junho de 2014

“Balanço cultural” da guerra no Iraque

São poucos os países do mundo sobre os quais se diz: “São um museu a céu aberto”. O Iraque está entre eles. Mais precisamente, assim foi até ao início da operação militar das forças dos EUA e dos seus aliados no Iraque em 2003.

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O solo do Iraque, onde estiveram situadas civilizações antigas da Suméria, Assíria e Babilônia, está cheio de monumentos arqueológicos e histórico-culturais. Três cidades das mais antigas no planeta: Ashur, Hatra e Samarra, enfeitam o Rol da Herança da Humanidade da UNESCO. Porém, duas delas já passaram para a “lista negra” dos lugares que se encontram ameaçados pela destruição.

A conhecida e antiga Babilônia teve um destino ainda mais triste, declara o analista Serguei Demidenko: “Sem dúvida que para o Iraque é uma importantíssima perda a destruição de fato da antiga Babilônia, em cujas ruínas atuou, durante muito tempo,

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