Posts tagged ‘Zeferino Costa Garcia’

29 de agosto de 2016

Novo capítulo na crise Síria

tanqueturco
As mudanças ocorridas na Turquia nestes últimos meses, podem virar definitivamente os rumos do conflito sírio. Recep Tayyip Erdogan desde o começo do conflito se manteve, como membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aliado a Washington, cedendo bases para ataques ao Daesh e as forças pró governo de Bashar al-Assad, parece mudar radialmente de posicionamento. O que o levou a isto?

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11 de novembro de 2012

Uma abordagem sobre Comunicação

Por Zeferino Costa Garcia

Chaude Shannon e Werren Weaver (1949) desenvolveram um dos modelos de comunicação que mais influenciaram as ultimas décadas, tratando-a como uma transmissão de sinais, “uma redução da incerteza” (SHANNON; WEAVER, 1975, p.53), um modelo físico-matemático quantificável que permitia a transmissão de informações de um local a outro, amplamente aplicável, podendo se verificar na comunicação de massa, interpessoal ou mesmo na comunicação processada entre máquinas.

Segundo Klaus Krippendorf (1994, p.92), mesmo não sendo do interesse de seus criadores transformar seu modelo de comunicação numa teoria da comunicação, ou seja, fora do âmbito tecnológico, esta acabou sendo utilizado e a sua forma simplista gerou grandes equívocos sobre

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26 de novembro de 2011

Terrorismo: uma visão brasileira

Os golpes sofridos pelas FARC nos últimos anos, podem causar seu dissolvimento antes mesmo que se tenha uma definição sobre como classificá-la: guerrilha política ou simplesmente grupo terrorista.

Esta é uma das causas de discórdia entre os governos da região e umas das principais críticas que o governo colombiano faz ao brasileiro, que pode vir a causar uma paralisação da UNASUL, órgão que se torna importante para as pretensões do país como centro de influência da América do Sul.

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19 de novembro de 2011

Série Desabafos: Desinformação

Ha um enxurrada de informações pela metade, em todos os assuntos que de uma forma ou de outra atingirão nossas vidas por longo tempo. Esta desinformação divulgada gera um único pensamento, um senso comum, péssimo para qualquer sociedade que se diga democrática.Exemplos dessa manipulação vêm de muito tempo, casos como o CFC vilão da destruição da camada de ozônio e muito depois inocentado. Hoje o gás carbônico produzido pelo homem responsável pelo aquecimento global, aceita como verdade pelo grande maioria, mas com muitas críticas na corrente cientifica. A hidrelétrica de Belo Monte defendida pelo governo com a bandeira da necessidade de energia, eque esta muito além de apenas uma discussão ecológica e sim de um modelo econômico de país que desejamos. A revolta de alguns estudantes da USP, taxados como defensores da maconha e filhinhos de papai, numa visão simplista de uma situação que não se limita a“não querer a polícia no campus”.

Não se trata de defender ou não certas ideias, e sim de termos todas os dados sobre, para que possamos decidir com mais liberdade.

O fato novo é a greve dos professores estaduais. A mídia e o CPERS mostram o movimento basicamente como uma luta pelo piso e mudança de avaliação. Mas o que afeta realmente a todos os gaúchos, e que deveríamos nos preocupar e discutir, é a mudança do ensino médio que ocorre já em 2012.

O que está para acontecer é o fim dos problemas com a educação, simplesmente TERMINANDO COM ELA. O ensino médio vai ter seu foco alterado para um simples treinamento para o mercado de trabalho. Vamos tirar da maior parte de nossos jovens a possibilidade e a ambição, de ser mais que simples mão de obra barata, mente de obra e mente de consumo, os transformaremos em alienados facilmente manipulados. Não sou contra o ensino técnico, mas que aconteça após uma educação de qualidade, esta sim deve ser buscada a todo o custo por uma sociedade consciente, antes que também fique extinta.

A mudança proposta não se sustenta em nenhuma conversa de alto nível, não pode ter saído do meio acadêmico ligado a educação, isto parece decisão tecnocrata, visando apenas o capital financeiro e não humano. Hoje o mercado de trabalho já recente de pessoas com formação integral, social e humana, formação que não se consegue em treinamento e sim com educação e , a longo prazo, o desmonte desta se mostrará um verdadeiro “tiro no pé”.

Esta transformação da educação em um produto de venda para atender o mercado de trabalho, uma visão utilitarista, é mais do que suficiente não apenas para uma greve de professores mas também de alunos, para uma reação forte da sociedade quanto à tentativa de manter privilégios, manter desigualdades, frutos claros destas mudanças.

Zeferino Garcia
17 de novembro de 2011

Série Desabafos: Educação ou treinamento?

Que sistema existe hoje nas escolas, os nossos centros “educacionais”? Que rotina os professores seguem para “educar” seus alunos? Em que momento a escola para e discute seus problemas para achar suas respostas? Onde se quer chegar?
O que diferencia educação de treinamento é apenas o objetivo. Para treinar baste repetir procedimentos padrões. Para educar é necessário permitir a possibilidade de errar, de tentar, de se expressar, de criar, de querer, de não querer, em fim, liberdade.
O que vemos como educação nas escolas, passa pelo princípio da não confrontação da autoridade do professor, do não ser crítico a isto, do dever saber o que o professor acha importante, do fazer da sua forma, do manter-se com atenção na aula, ou seja, todo o processo coloca o professor como balizador da verdade e centro do resultado esperado. Esta relação se mantem pelos princípios de punição e recompensa, padrões de treinamento.
Isto é observável nas provas aplicadas com fins de avaliação, e não como princípios de processos, no tratar as tentativas incompletas simplesmente como erro (o aluno como um ser binário), na preocupação com o vencimento de conteúdos e não com a sua construção, tudo isto mantido e incentivado por um sistema de ensino arcaico. Este sistema que mais parece uma “vanguarda da idade média” consegue transformar uma criança curiosa por natureza, num adolescente sem ânimo e criatividade, e um adulto que refletirá toda esta frustração em seus atos, um eterno ciclo vicioso.
Acredito que o mais notável é justamente a perda da curiosidade com o passar da idade, isto por si só, pela enorme importância que tem para a formação da criatividade e criticidade, é o mais do que o suficiente para parar e repensar tudo. Não se corrige problemas sem conversa e não se conversa por falta de tempo. O sistema não permite esta inter-relação entre professores com a regularidade que deveria, isto ocorre apenas eventualmente, separados por áreas ou níveis.
O fato de qualquer um, habilitado ou não, dar opinião sobre educação e escola, não ajuda em nada. É das poucas áreas onde todos acham normal, um direito, opiniões variadas. Um engenheiro aceita opinião de um leigo? Um médico? Um advogado? Está mais do que na hora de Professor virar sinônimo de profissional, e isto parte de impor limites a intromissão sobre assuntos que lhe digam respeito.
O exemplo mais visível da intromissão em assuntos da educação por quem não é da área, é a visível mistura de educação/treinamento. Esta confusão determos, auxiliada pela preocupação crescente no pais com a formação de mão de obra, com o mercado de trabalho, que é relevante, mas que tem a forma, o momento e local certo para que a enfrentamos. Isto não pode ser objetivo de educação básica, fundamental e média, nestes períodos da vida devemos trabalhar a educação, não treinamento,este capacita o funcionário, o outro o ser humano.
Não adianta disseminarmos cursos técnicos (treinamento) se não mudarmos a escola. Sem uma educação apropriada, o treinamento só gera mão de obra barata. O funcionário qualificado, participativo, criativo,consciente, que o mercado tanto sente falta, nunca virá de um treinamento por melhor que este seja.
Não se consegue corrigir todo um processo errado alterando os últimos dados, no máximo maquia-se. Valorizar do início para o fim e não o contrário é a única forma de elevarmos nossa sociedade aos padrões que todos buscamos.
Tem uma frase que acho elucidativa sobre o que fazemos hoje: passamos de um a um ano e meio ensinando nossos filhos a falar e andar, depois passarmos o resto da vida pedindo que se calem e fiquem parados.
Zeferino Garcia